Sexta-feira, Junho 25, 2004

Câmara de videovigilância instalada este Verão na Serra da Estrela

Câmara do PNSE vai ter sistema de infravermelhos para detectar incêndios nocturnos

A Serra da Estrela vai dispor este Verão de uma câmara de videovigilância que ficará instalada na zona de Manteigas. Já foram assim ultrapassados todos os problemas que no ano passado impediram o recurso a esta tecnologia que permite uma rápida detecção de focos de incêndio. Depois da "catástrofe" do ano passado, o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) aposta forte na prevenção, vigilância e primeira intervenção em incêndios florestais em áreas protegidas, investindo extraordinariamente 1,25 milhões de euros.
Recorde-se que no ano transacto, o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) contava poder utilizar uma câmara de videovigilância, mas uma questão levantada pela Comissão Nacional de Protecção de Dados atrasou o arranque do processo. Resolvida esta «celeuma», o ICN já dispõe «finalmente» de autorização para poder colocar as câmaras de videovigilância a trabalhar, adianta João Silva Costa, presidente daquele organismo. O equipamento, a instalar na zona de Manteigas, tem a particularidade de possuir um sistema de infravermelhos «que permite a detecção nocturna de focos de calor», sublinha, adiantando tratar-se de um «projecto-piloto» que, caso tenha o resultado esperado, poderá ser alargado a outros pontos do país. Em relação à Reserva Natural da Serra da Malcata e ao Parque Natural do Douro Internacional, ainda não vão dispor este ano de qualquer câmara mas é intenção do ICN alargar a instalação do sistema a «todos os parques do país», garante o presidente. «No ano passado estávamos muito entusiasmados com as câmaras de videovigilância, mas a questão levantada pela Comissão de Dados veio arrefecer um pouco o nosso entusiasmo porque não íamos investir sem termos a certeza que as podíamos utilizar», refere, explicando serem dispositivos caros. De resto, a instalação de uma câmara idêntica na Serra da Malcata pode ser de «uma ajuda imensa», já que se trata de uma zona de floresta «muito densa e com um grande risco de incêndio», sublinha.